Nota fiscal muda a partir de agosto: veja o que já está em vigor na Reforma Tributária

Nota fiscal muda a partir de agosto: veja o que já está em vigor na Reforma Tributária

Se você é dono de uma pequena ou média empresa no Brasil, provavelmente já ouviu falar da Reforma Tributária — mas talvez não tenha percebido que ela já está mudando o dia a dia do seu negócio. Desde o início de agosto de 2026, as notas fiscais eletrônicas mais usadas no país (a NF-e, nota fiscal eletrônica de mercadorias, e a NFC-e, nota fiscal de consumidor, usada no varejo) já precisam trazer campos específicos com informações de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Esses dois tributos vão substituir, aos poucos, cinco impostos que existem hoje — PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI — por um modelo mais simples de "IVA dual" (um imposto sobre consumo cobrado em duas partes, uma federal e uma estadual/municipal).

O que já vale — e o que ainda não vale

Boa notícia pra quem está correndo pra se adaptar: segundo a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS, as notas fiscais emitidas sem os valores de CBS e IBS não estão sendo rejeitadas neste momento. Ou seja, nenhuma empresa fica impedida de vender ou faturar por ainda não ter os campos 100% prontos. 2026 foi definido como um "ano educativo": sem multas por erros, desde que a empresa esteja avançando na adaptação.

O calendário oficial também foi escalonado pra facilitar a vida de quem desenvolve e usa sistemas de emissão fiscal:

  • 3 de agosto de 2026 — já obrigatório para NF-e, NFC-e e outros documentos de transporte/energia.
  • 1º de outubro de 2026 — passa a valer também para a maior parte das notas de serviço (NFS-e) e comunicação.
  • Dezembro de 2026 e janeiro de 2027 — entram os últimos documentos, incluindo o novo layout específico para empresas do Simples Nacional.

E o que isso significa na prática?

Por enquanto, não há cobrança extra: as notas apenas informam qual seria o valor de CBS e IBS, usando uma alíquota simbólica somada de 1%, só para calibrar o sistema. O objetivo é testar a tecnologia antes de os novos tributos começarem a ser efetivamente cobrados nos próximos anos.

Ainda assim, vale ficar atento: o seu sistema de emissão fiscal precisa estar preparado para gerar esses campos corretamente, sem travar suas vendas. É exatamente esse tipo de atualização que mantemos rodando no MicroteK ERP — nossos módulos de NF-e, NFC-e, MDF-e e CT-e já acompanham as mudanças da Receita Federal, para você não perder tempo (nem vendas) se preocupando com isso.

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